5 Novas histórias financeiras que você pode ter perdido — e Facebook amadurece

Facebook Privacy

1. Finalmente! Um acordo em massa de hipotecas para os cinco maiores serviços

Na maior liquidação conjunta federal e estadual de todos os tempos, cinco das maiores empresas de hipotecas concordaram com um acordo de US$ 25 bilhões. O acordo porá fim a litígios, relativos à concessão de antigas hipotecas, dos Procuradores Gerais estaduais do país inteiro e do Procurador Geral dos EUA, assim como de reguladores bancários.  O grupo de cinco inclui Bank of AmericaWells FargoCitibankJP MorganChase e Ally Bank.  Para onde vai o dinheiro?

  • $10 bilhões para reduções principais
  • $3 bilhões para ajudar a refinanciar quem pediu empréstimos
  • $7 bilhões para pagamento de forbearance e de outras assistências
  • $5 bilhões em pagamento em dinheiro para os cofres estaduais e federais.

O acordo tem muitas peças móveis e ainda permite multas adicionais. De acordo com algumas fontes, os custos finais quando essas multas adicionais forem somadas, pode chegar a US$ 39 bilhões, mas os mercados receberam a notícia e a maioria das instituições se preparou inteiramente para os custos.

Estados Negociam Acordo de US$ 26 Bilhões para Proprietários de Casa Própria

2. Perda Suíça – O mais Antigo Banco Suíço Privado é Indiciado por Crime

Procurador Geral dos EUAO primeiro banco privado da Suíça, Wegelin & Co., foi um bastião de privacidade por 270 anos. Agora,ele conseguiu outro feito inédito: Wegelin é o primeiro banco suíço a ser acusado de crime pelos EUA. Banqueiros suíços já haviam sido indiciados como indivíduos, mas o Wegelin é o primeiro a ser indiciado como um banco. As acusações apresentadas pelo Procurador Geral dos EUA alegam que o Wegelin ajudou americanos a ocultar $1.2 bilhões em ativos e evadir impostos dos EUA. Os promotores dizem que quando bancos suíços rivais enfrentaram alegações dos reguladores dos EUA, o Wegelin aumentou seus esforços comerciais e abriu 70 novas contas não declaradas para pagadores de impostos dos EUA. As autoridades usaram um caso de prevaricação civil para confiscar US$ 16 milhões que o Wegelin tinha com a UBS em Stamford, Conn. Sem escritórios ou staff nos EUA, e poucas propriedades nos EUA, não está claro se o Wegelin tem muito a perder com esses procedimentos. Na semana passada, o banco concordou em vender a firma para outra instituição suíça, Raiffeisen Bank. O procurador dos EUA talvez tenha de engolir isto como uma perda suíça.

Banco Suiço Wegelin Acusado de Ajudar Evasão de Impostos nos Estados Unidos

3.  Empregados de uma consultoria não podem delatar seus fundos

U.S. Court of Appeals for the First CircuitA Fidelity Investments ganhou uma importante apelação esta semana quando a Primeira Corte de Apelações recusou uma decisão da district court.  Dois antigos funcionários da Fidelity haviam levantado dúvidas contábeis e relataram suas dúvidas aos reguladores. A Corte de Apelação concordou com o Fidelity (a despeito de processos apresentados pelo SEC e pelo Department of Labor) que empregados de uma consultoria de fundos não são empregados do próprio fundo. Qual a importância disso?  Segundo os Atos Sarbanes-Oxley e Dodd-Frank apenas empregados estão protegidos pelas provisões de delação. Ao concordar com o Fidelity, o tribunal decidiu que os funcionários da consultoria são “contratantes”. O SEC está revendo a decisão. Mas, por enquanto, os contratantes vão pensar duas vezes antes de levantar lebres.

Cobertura por delação é negada a empregados de fundos mútuos nos Estados Unidos

4. Corrida contra o relógio. Estatuto de Limitações se aproximando da Crise Financeira

estatuto de limitações do estado de Nova York tem seis anos. 2007 foi o ano em que muitas das piores (e possivelmente merecedoras de litígio) mortgage-backed securities foram estruturadas. 2007 mais seis é igual a 2013. Isto pode significar que nos próximos 2 anos, veremos uma enxurrada de processos sendo apresentados para assegurar que reclamações sejam submetidas antes que o estatuto expire. Para estender o estatuto, alguns advogados estão ficando criativos. Esses criativos pensadores legais estão argumentando que cada vez que um cliente tenta exercer seu direito de devolver ao banco empréstimos concedidos erroneamente e o banco se nega a recebê-los, isto cria uma nova causa de ação e o relógio começa a contar novamente. Na verdade, os estatutos de limitações têm um “botão de pausa”. Os reclamantes podem pedir que os réus “toll” o estatuto, e desse modo concordar em parar o funcionamento do estatuto temporariamente, enquanto as partes tentam negociar um acordo. Assim, enquanto processos originados da crise financeira podem continuar correndo nos tribunais por muitos anos ainda, o fim da apresentação de novos processos da crise financeira pode estar à vista. Se os reguladores não estiverem suficientemente motivados pelo estatuto de limitações a apresentar estas reclamações high-profile contra as instituições financeiras logo, devem lembrar-se que este é um ano de eleição – no caso de não estarem prestando atenção.

Federais apressam financial crisis probes em meio a um ano de eleição

5. Um IPO como nenhum outro – o Facebook amadureçe

Bancos e corretores têm montanhas de dados sobre seus clientes: números de social security, de contas, pins, e endereços. Entretanto, talvez nenhuma empresa na história mundial tenha mais informações sobre mais pessoas que a empresa que anunciou seu IPO na semana passada: Facebook.  Os dados contidos nos servidores do Facebook incluem detalhes incrivelmente privados sobre nossos amigos e famílias, dados financeiros, e até mesmo fotos dos nossos filhos.

Virus Detection

Para mais detalhes sobre a nova diretriz ver o excelente Alert on the topic, SEC Guidance on Cyber Attack Disclosure: A Game Changer? Por Ann Longmore (English)

De acordo com uma nova diretriz emitida pelo  SEC, uma empresa pública deve divulgar sua exposição a ataques cibernéticos. Aliás, precisa divulgar ataques anteriores, as implicações financeiras e mais. O Offering Memorandum do Facebook divulgou o seguinte:

 Acesso impróprio ou divulgação de informações de nossos usuários pode prejudicar nossa reputação e afetar nosso negócio de maneira adversa.

Nossos esforços para proteger as informações que nossos usuários decidiram compartilhar usando o Facebook podem ser malsucedidos devido a atos de terceiros, vírus de software ou outros malfuncionamentos técnicos, erro ou ato malintencionado de funcionários, ou outros fatores. Além disso, terceiros podem tentar fraudulentamente induzir funcionários ou usuários a divulgar informações, para ter acesso a nossos dados ou de nossos usuários. Se qualquer desses eventos ocorrer, as informações de nossos usuários podem ser acessadas ou divulgadas de maneira imprópria.

As instituições financeiras que começam a entrar no mundo da mídia social também irão, provavelmente, ter acesso a terabytes de dados privados que precisam ser controlados – e os riscos associados precisam ser divulgados. É tempo de ficar “amigo” de seu corretor de seguro.

IPO do Facebook

 


Este post foi postado em inglês no dia 10 Fevereiro 2012

About Richard Magrann-Wells

Richard is a Executive Vice President with Willis Towers Watson’s Financial Institutions Group based in Los Angel…
Categories: América do Norte, Instituições Financeiras, Português

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