Brasil: Apesar da retração econômica, mercado de seguros tende a crescer

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No momento, não há como falar em desaquecimento no setor de seguros do Brasil. Apesar da trajetória de desaleceração, o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu no primeiro trimestre de 2012 em relação ao último trimestre de 2011 e se comparado ao mesmo período do ano anterior. Apesar disso, o potencial de expansão da área de seguros é imenso, já que ainda é responsável por um porcentual baixo do PIB. A expectativa é que o segmento ainda continue se desenvolvendo com uma média de dois dígitos nos próximos três anos.

Veja-a-Evolcao-do-PIB-BrasileiroCom a adequação das empresas brasileiras aos padrões de competitividade internacionais, a procura por seguros será cada vez maior. Nos últimos anos, muitas empresas abriram capital e fizeram o lançamento de IPOs (Oferta Pública Inicial) – cerca de 140 empresas abriram capital – com políticas de governança corporativa e de proteção aos riscos bem definidas e claras aos acionistas. Além disso, a ascensão de outras camadas da população à classe média também contribui para o crescimento deste setor. Nos últimos sete anos mais de 40 milhões de pessoas ascenderam à classe C, representando uma alta de 64,3%. Atualmente a classe média brasileira representa 54% da população. Quanto mais alto o poder aquisitivo da população, maior o número de bens e a necessidade de protegê-los.

José Otávio Sampaio,  CEO da Willis Corretores de Seguros no Brasil

José Otávio Sampaio, CEO da Willis Corretores de Seguros no Brasil

Outro ponto a considerar é que, hoje, o Brasil conta com obras de infraestrutura promovidas por grandes eventos como Copa do Mundo 2014, PAC e Olimpíadas Rio 2016, algo que, consequentemente, chama a atenção dos investidores e seguradores internacionais.

O Brasil conta também com uma baixa incidência de catástrofes naturais, tais como terremotos, maremotos, tsunamis e furacões, o que o torna ainda mais atrativo para os investidores internacionais. Diante disso, seguradoras e resseguradoras passam a enxergar o país como uma grande oportunidade no setor de seguros, o que por sua vez aquece o mercado e gera maior competitividade. No momento em que o mercado fica mais competitivo, a concentração se torna inevitável, a tendência é que a partir disso o mercado se consolide por meio de fusões e aquisições.


José Otávio Sampaio—mais de 20 anos de experiência no setor de seguros com foco em gerenciamento de risco, programas de seguro global e liderança executiva. Atualmente CEO da Willis Corretores de Seguros no Brasil

Categories: América Latina, Português

2 Responses to Brasil: Apesar da retração econômica, mercado de seguros tende a crescer

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  2. ALBERTO KESSEL says:

    Prezado José Otávio,

    Já adicionei o blog da Willis para leitura, e tendo em vista a importância do mercado brasileiro para os grandes resseguradores, espero encontrar futuramente outras matérias.

    Abraços,

    Alberto Kessel
    Especialista Master Financeiro – Embratel

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