O Prudential vai Deixar Londres por Causa do Solvency II?

Exiting Europe

Atirando contra os reguladores e políticos no Reino Unido e na Europa, o Prudential (PRU) anunciou que está revisando seu domicílio como uma possível resposta às “conseqüências não pretendidas” das regulações do Solvency II.

A seguradora com base no Reino Unido declarou:

“A Prudential revisa regularmente seu leque de opções para maximizar a flexibilidade estratégica do grupo. Isto inclui a otimização do domicílio do grupo, inclusive como uma resposta possível a um resultado adverso do Solvency II.”

A empresa observa que “certas versões” do Solvency II lhe causarão problemas para investir em bonds corporativos, infraestrutura e alguns ativos bancários. Ela preocupa-se também em  tornar-se não-competitiva nos EUA via sua subsidiária Jackson Life devido ao fato do Solvency II aplicar regras de capital mais rígidas que a regulação local.

Os problemas que ela identifica relacionam-se aos altos encargos que se aplicam a diferentes classes de ativos de acordo com os atuais esboços de cálculo de capital padrão do Solvency II capital e questões acerca da equivalência com outros regimes regulatórios.

É muito provável que a Prudential vá operar um modelo interno aprovado para calcular suas exigências de capital, que lhe dará mais flexibilidade para modelar seus ativos da maneira que achar apropriada, desde que possa justificar seu enfoque.

Há, ainda, uma exigência de que todas as seguradoras completem a fórmula padrão de capital, e a preocupação que isto possa, explicita ou implicitamente, ser usado para comparar empresas e influenciar decisões de aprovação de modelos. Especificamente, a fórmula padrão é rigorosa com bonds corporativos de mais longa duração, equities (particularmente as não listadas) e ativos de propriedade. Isto complica a combinação de ativos e responsabilidades de uma carteira de negócios de prazo mais longo, particularmente uma carteira de seguro de vida em grande parte “tradicional” com elementos de lucro ou garantias de retorno.

Equivalência como Motivo

Equivalência é um ponto interessante. O PRU fala em uma possível mudança para Hong Kong. Sua aquisição fracassada dos negócios da Asian Life da AIG mostra o interesse do PRU na região asiática, fonte de 45% das vendas da empresa, mas um dos regimes confirmados pela Comissão Europeia pode ser uma das atrações de Hong Kong para a próxima onda de candidatos de equivalencia.

Regimes equivalentes não precisam ser idênticos ao Solvency II,  mas, de preferência, exibir controles, mecanismos e padrões de capital similares. O fato de basear-se em um regime equivalente permitirá que as exigências de capital do regime sejam usadas para operações com base fora da Europa, possivelmente aliviando seu problema nos EUA, se for assumido que o regulador de Hong Kong vá permitir maior flexibilidade ou, do ponto de vista de uma seguradora, mais realismo em seus encargos de capital para risco de investimento.

Meu dinheiro, entretanto, está no caminho para ser encontrado pelos US para ser considerado equivalente, pelo menos por um período de transição, que resolveria o problema nos EUA mesmo se o PRU permanecesse sediado em Londres. A Comissão Europeia já indicou que uma “abordagem diferente” é exigida para a equivalência com os EUA, o que parece ser um convite para algum tipo de solução.

Ainda há um certo caminho a percorrer no Solvency II, independentemente de outros potenciais atrasos e transições. O PRU está mostrando como os fazedores de regras e de políticas precisam achar o equilíbrio entre proteção a consumidores e criação de um ambiente saudável de negócios. É um osso duro de roer e vai ser interessante ver como a intervenção do PRU altera esta dinâmica.


Este post foi postado em inglês no dia 28 Fevereiro 2012

About David Simmons

David is a Managing Director in the Willis Re Analytics team in London. He focuses on Enterprise Risk Management, i…
Categories: Europa, Português

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