O Big Bang para a Indústria de Seguros?

big bang for the insurance industry

O “Big Bang” para o mercado acionário britânico começou na manhã de 28 de Outubro de 1986, quando a desregulamentação dos mercados financeiros conduziu a um movimento de comércio baseado em  telas eletrônicas. O efeito foi da noite pro dia – e dramático; alguns argumentam que este evento concretizou Londres como a capital financeira do mundo.

Olhando para trás, mais de um quarto de século depois, ninguém poderia imaginar que esta seria também a semente que levou a uma mudança fundamental na forma como as ações são negociadas: removendo a intervenção humana. Com algoritmos ou negociações de alta frequência (HFT), representando atualmente cerca de 40% das transações acionárias globais, as complexidades desses sistemas comerciais já atingiram níveis quase míticos, capturando a imaginação do público com histórias fictícias de sistemas de negociação “taking over” tornando-os assunto de filmes e livros best-sellers.

Porque o eTrading está tão atrasado no ramo de Seguros

A indústria de seguros tem investido na transição para comércio eletrônico nos últimos 15 anos. O sucesso até agora tem sido limitado, para não dizer mínimo. Esta falha tem sido impulsionada por dois fatores:

  1.  Em primeiro lugar, os corretores se sentem auxiliares de escritórios onde apenas dão entrada nas informações em formulários on-line para “negociação”. A percepção é que eles estão preenchendo formulários para poupar tempo dos solicitantes.
  2.  Em segundo lugar, produtos de seguro não são commodities. No meio digital é fácil comercializar um barril de petróleo, pois eles são todos iguais, o restante é apenas negociação de preço.

Não é simplesmente comparar, preço e negociação numa política de seguro personalizado. A analogia do barril do petróleo funciona para o seguro de automóvel, mas tente aplicá-la a um risco de práticas trabalhistas com o valor de 600 milhões de dólares para um cliente com necessidades e requisitos únicos de uma cobertura personalizada! Se eTrading não funcionar, com certeza, um segue o outro, portanto, os algoritmos têm pouca utilidade para a indústria de seguros, certo?

Willets speaking about WillPLACE

O Exmo. David Willetts MP. Ministro de Estado das Universidades e Ciência do Reino Unido, acredita que sistemas como o WillPLACE são o caminho para a nossa indústria.

Errado. Hábitos de compra de seguros são certamente únicos, como um cliente difere-se de outro. Mas os clientes gostam de benchmark, talvez perguntando: “É o meu limite de responsabilidade semelhante aos meus concorrentes?” As operadoras gostam de diferenciar-se, tudo não se resume apenas no ítem preço. O tipo de contrato que o cliente recebe quando ele ou ela adquire um seguro também é importante. Corretores dão conselhos, no entanto, conselhos que compreendem os mercados locais, até mesmo mercados como o de Londres constituído por centenas de empresas e sindicatos, triunfando em conhecer mais de 2.000 seguradoras globais. E, finalmente, com um mercado que é global e em constante mutação, alguém precisa manter o controle dessas mudanças para poder oferecer consultoria a um cliente em tempo real.

Os algoritmos são a resposta

Reuna todas essas questões à cima e logo fica claro que, longe de ter pouco uso, algoritmos pode ser a única forma de avançar para a indústria de seguros. Dito isto, como em qualquer sistema tecnológico, os dados tem de ser introduzido primeiro (voltamos com o sentimento auxiliar administrativo…). Mas se os corretores incluem dados para um algoritmo que ajude na seleção e classificação e, em seguida, recomende as melhores seguradoras (que por sua vez ajuda no argumento com os seus clientes), de repente, o corretor pode vero lado positivo do sistema, nesse momento, a inclusão de dados não é uma idéia tão ruim. Melhor ainda, os dados que entram no algoritmo já estão no ambiente online, podendo então ser usado para ajudar as seguradoras na identificação de oportunidades para melhorar o serviço aos clientes.

Primeiro algoritmos – eTrading mais tarde? Não é a forma como o mercado de ações faz, mas este é o mercado de corretagem de seguros, e não o mercado de ações.

O Big Bang do Setor de Seguros

Recentemente, foi lançado, o que acreditamos ser o “big bang” do setor de seguros, no Willis Building localizado na Lime Street, o WillPLACE, o sistema de placemente da Willis. Através do WillPLACE e seu principal componente, Market Match, é formado uma mistura de requisitos e preferências do cliente, além de usar um algoritmo para corresponder potencialmente a melhor operadora. Nosso palestrante no evento, o Exmo. David Willetts MP, UK Ministro de Estado das Universidades e da Ciência do Reino Unido, acredita que sistemas como WillPLACE são o caminho para nosso mercado, afirmando:

Através de um algoritmo de combinação de mercado, [WillPLACE] pode aproveitar a nova tecnologia para entregar uma versão moderna do clássico corretor de seguros. O cliente ganha graças a uma informação melhor sobre o mercado, o que impulsiona competição. Negócios melhoram graças a um acesso melhor a mais clientes.

Feedback do mercado e de nossos clientes até agora sugere que esta é uma evolução muito positiva para todos os interessados ​​no setor. Uma vez que a tecnologia é totalemnte lançada dentro da Willis, seremos capazes de avaliar tendências interessantes, como, por exemplo, se as transportadoras norte-americanas pagam as indenizações mais rápido do que as transportadoras do Reino Unido ou quem tem o maior apetite para determinada linha de negócio, permitindo-nos atender melhor os clientes, é claro, mas também indicando áreas de oportunidade para a indústria. Fique atento.


Este post foi postado em inglês no dia 26 Março 2012


Jonathan PrinnJonathan Prinn is the Chief Operating Officer of Willis Global Placement. Based at the Group’s London Headquarters, Jonathan is responsible for the WillPLACE and Market Match design, roll out and implementation.

Categories: Placement, Português

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