Prevenção é o Melhor remédio para o Mercado de construção Brasileiro

Sao Paolo Construction

Sao Paolo Construction

O segmento de construção civil vive hoje uma ótima fase no Brasil, em especial ao que se refere às obras de infraestrutura promovidas por grandes eventos, como Copa do Mundo 2014, PAC e Olimpíadas Rio 2016. Segundo dados do SEBRAE, a alta expansão é puxada principalmente pelo crédito imobiliário, que passou de R$ 2 bilhões em 2003 para R$ 70 bilhões em 2010.
De acordo com a CNseg, a explosão no segmento está diretamente relacionada ao cenário econômico, visto que sempre houve demanda por seguros para obras, porém, quando se observa maior volume nas obras de infraestrutura, há maior volume de prêmios no mercado segurador.

Indústria de Construção cresce, aproximadamente, 100% em 3 anos

Em outra frente, a Pesquisa Anual da Construção (PAIC) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que, entre 2007 e 2010, a receita bruta da construção cresceu 96,3%, passando de R$ 134 bilhões para R$ 263,1 bilhões. E as projeções do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apontam ainda investimentos de R$ 475 bilhões no setor, até 2013.

Dados Gerais da Industria da Construcao - Brasil - 2007-2010

Nos primeiros sete meses de 2011 também houve um crescimento considerável da cobertura de Riscos de Engenharia, passando de R$ 460,9 milhões, em 2010, para R$ 455,3 milhões até julho de 2011. Já o Seguro de Responsabilidade Civil, em 2010, proporcionou a acumulação de R$ 504,4 milhões e, em 2011, só até junho, esse número chegou a R$ 301,1 milhões, segundo dados fornecidos pela CNseg.

Mercado local de seguros está pronto para enfrentar o desafio

Todo este crescimento desenvolve uma capacidade local elevada para mitigar os riscos e competir com os preços do exterior, gerando grandes oportunidades para as seguradoras. Mas apesar do setor ainda necessitar de capacidade internacional quando trata de obras muito elevadas, o mercado brasileiro geralmente consegue suprir o problema por ter ótimas condições e preços para seguros de riscos de engenharia, ter boas possibilidades de desenvolvimento e investir em tecnologias bastante avançadas.

A tendência é de que estes números mantenham-se em alta. Muitas obras estão sendo realizadas em todo o país e, cada vez mais, o mercado está consciente sobre sua vulnerabilidade diante de riscos como incêndios, explosão, erros de execução do projeto, tumultos e greves, entre outros.
O final de 2011 e o início de 2012 foram marcados por alguns incidentes no sudeste, sul e norte, como explosões, enchentes e desabamentos, que causou grande apreensão no mercado segurador. O Brasil passa por uma fase em que a queda de prêmios permanece, ainda diante dos sinistros ocorridos, devido ao interesse de capital nacional e internacional no mercado brasileiro de seguros em construção. Porém, com o planejamento de grandes eventos como Olimpíadas em 2016 e a Copa do Mundo em 2014, uma das principais questões atualmente são as greves e tumultos que podem causar grandes prejuízos no país.

Principais Riscos de Construção

Os riscos cobertos em seguros de obras envolvem:

  • Riscos de Engenharias, que inclui obras civis, instalação e montagem, obras civis e instalação de montagem, quebra de máquinas, equipamentos eletrônicos, danos na fabricação;
  • Responsabilidade Civil;
  • Seguro Garantia, que envolve a seguradora, o contratante (segurado) e o contratado (tomador) e cobre qualquer prejuízo causado pelo não cumprimento do acordo;
  • Modalidades vinculadas ao seguro garantia, que inclui imobiliário, concorrente, executante construtor, adiantamento de pagamentos e retenção de pagamentos.

Evitar os Riscos Antes que Aconteça.

De acordo com profissionais do mercado, o investimento em seguro para evitar possíveis transtornos e prejuízos durante a construção compensa, apesar do valor depender das coberturas e dos valores das garantias que o segurado deseja contratar, o percentual para construção civil gira em torno de 0,08% a 0,15 % do valor total do empreendimento.

Na Divisão Construction da Willis Brasil, os investidores são auxiliados a identificar os possíveis riscos, seguráveis e não seguráveis, nas fases preliminares dos projetos. Em sua própria estrutura, existe o Global Construction Practice Group (GCPG) para criar, através de experiências ao redor do mundo, as melhores estimativas. Pelo menos uma vez por mês, são feitas trocas de conhecimento com os players mundiais. Por exemplo: se está sendo realizada uma obra no país que já foi feita na China, a pessoa instalada no comitê já conhece o perfil e pode orientar na expansão para novas áreas e/ou outros seguros necessários. Essa prática ajuda a evitar os riscos antes mesmo que eles cheguem ao mercado segurador.
A maior parte desse trabalho consiste em levantar os riscos e trabalhar com os investidores para que os contratos consigam tanger à parte de seguro, preparando o gerenciamento de risco, se necessário, e os planos de análise e contenção de riscos antes do início do projeto. Caso seja preciso, e mediante orientação dos investidores, são feitas consultas informais ao mercado segurador e ressegurador.



Este post foi postado em inglês no dia 7 de setembro 2012

About James Hodge

James Hodge , Historiador (USP), possui sete anos de experiência no mercado segurador. Anteriormente na UIB foi re…
Categories: Construção, Português

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *