Aviação: O Meio De Transporte Mais Seguro Existente

Atualmente, o Brasil possui a segunda maior frota de aviação geral do mundo, atrás somente dos EUA, que engloba: jatos, turboélices, helicópteros e outras aeronaves de uso particular ou de táxi aéreo. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o número de operações e de aeronaves vem crescendo significativamente, ano a ano. Só em aeronaves, por exemplo, houve um crescimento de 5% em 2012. Além disso, o avião particular já é uma realidade para mais de 10.000 brasileiros – o que torna esse mercado de pessoas físicas muito interessante, além do segmento de frotas.

A começar, qualquer avião deve contar com o Seguro RETA (Responsabilidade do Explorador ou Transportador Aéreo), sem o qual é impedido de sair do solo, e esse seguro garante a cobertura da vida da tripulação e dos passageiros da aeronave, além de possíveis danos em solo na ocasião de acidentes. Mas, esse seguro obrigatório não assegura cobertura aos danos físicos do equipamento segurado, por exemplo.

O avião é considerado o meio de transporte mais seguro que existe. No mundo inteiro, a aviação comercial, por exemplo, registrou em 2012 o ano mais seguro no último meio século de estatísticas. Foram registrados apenas quatro acidentes com vítimas fatais envolvendo jatos comerciais de grande porte, o menor número desde a década de 1960. Mas, inevitavelmente, algo sempre pode dar errado, por isso a importância dos seguros também nesse segmento.

Para cada um desses tipos de seguros são necessárias informações bastante específicas e são indispensáveis para a avaliação de cada risco a segurar, por parte de cada entidade seguradora.

Para aviação geral (chamada de aviação executiva) conseguimos enquadrar boa parte dos riscos nos contratos das seguradoras. Para riscos diferenciados há necessidade de colocação de resseguro facultativo.

Hoje temos no Brasil poucos mercados de liderança em Resseguro Aeronáutico, por exemplo.  Para aeronaves de menor porte (aviação geral) que requerem proteção facultativa, não temos mais do que dois resseguradores que atuam como líderes. Já para colocações de linhas aéreas temos que a capacidade é basicamente de Resseguradores internacionais.

Com base em um limite de Responsabilidade Civil de US$ 1 bi e um valor acordado de US$200 milhões, a capacidade do mercado internacional disponível (não necessariamente empregada em todos os casos) é hoje de 243,42% e está basicamente distribuída como demonstrado na figura adiante.

divisao de resseguradoras

Perspectivas:

Dentre as aeronaves, destaca-se o aumento de 10,6% no número de helicópteros voando no país, que em 2011 somou 1.654 unidades e passou a representar 12,6% da frota doméstica de aviação geral. O fato reflete a dificuldade de locomoção por veículos nas grandes cidades brasileiras, crescendo cada vez mais a demanda por aeronaves de pequeno porte.

Ainda, com as privatizações de aeroportos e os consequentes investimentos em infraestrutura para atender a Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016, não há dúvidas que a expectativa é de um crescimento expressivo na contratação de seguros aeronáuticos.

 


 

Cristina Raposo

Cristina Raposo

Cristina começou sua carreira em 1979, trabalhando em vários segmentos de seguro e resseguro. Ela é uma corretora de Seguros licenciada pela SUSEP. Trabalhou em diversas Corretoras internacionais, como Alexander Howden, AON, JLT (como representante), Colemont (como sócia) e integrou a família Willis em Agosto de 2008. Durante sua carreira Cristina especializou-se em Aviação, trabalhando com operadores regionais em fase inicial, companhias aéreas estabelecidas, operadores Offshore, Aeroportos e com riscos Aeroespaciais.

Categories: Aviação, Português, Transporte | Tags: ,

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