Mais Automóveis, Os Seguros Crescem no País e se Consolidam Pelos Diferenciais

No Brasil, as fraudes envolvendo seguro de carros ultrapassaram R$ 194 milhões no ano passado, segundo levantamento da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg). Esse volume, 14% superior ao registrado no ano anterior, se destaca por um total de fraudes suspeitas equivalente a cerca de R$ 1,3 bilhão.

Estimativas da CNSeg apontam ainda que o segmento de seguros para automóveis tenha grande potencial de crescimento para este ano de 2013, sobretudo, por meio do seguro popular – que pode passar a valer ainda neste ano, visto que no próximo semestre de 2013 as empresas seguradoras devem se reunir para aderirem oficialmente ao seguro popular de auto.

O seguro popular é uma alternativa para os que não têm renda suficiente para comprar o produto tradicional, ou mesmo para aqueles que querem gastar menos no seguro do auto, por exemplo. O projeto busca proporcionar mais flexibilidade na contratação com escolha diferenciada de coberturas, permitindo, inclusive, a utilização de peças já usadas, mas que possuam aprovação legal do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) e estejam em condições de reutilização. Além disso, o valor pago pelo prêmio (parcela mensal paga para a seguradora) tende a ser cerca de 30% mais barato que na modalidade tradicional.

Mercado auto no Brasil

Incentivada por fortes investimentos, a capacidade instalada da indústria automotiva brasileira terá um salto de mais de 50% até 2015, de acordo com levantamento do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que registra que a capacidade deve passar dos atuais 4,3 milhões de veículos por ano para 6,6 milhões de unidades anuais, em três anos.

A projeção é embasada na recente movimentação das empresas do setor, que vem anunciando novas fábricas no país, de olho no mercado interno aquecido, e favorecido por medidas de desoneração tributária por parte do governo. Somente as chamadas ‘newcomers’, montadoras japonesas e francesas que chegaram ao Brasil nos anos 90, contabilizam projetos de R$ 6,6 bilhões (US$ 3,5 bilhões) até 2015, de acordo com dados citados pelo estudo.

Estimativas

No Brasil existem, aproximadamente, 73 milhões de carros em circulação, e expectativas de mercado apontam que apenas 25% contam com seguro de auto, atualmente. As montadoras ligadas à Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) – que já atuam no Brasil – movimentarão projetos de ordem de R$ 41,8 bilhões (US$ 22 bilhões) em três anos. O montante de investimentos previsto pelas montadoras até 2015 é superior ao alocado no ciclo anterior de grande porte, entre 1991 e 2001, quando foram investidos em torno de R$ 35 bilhões (US$ 17,5 bilhões).

Coberturas adicionais

Na busca e fidelização de clientes, as seguradoras e corretoras de seguros para carros aumentam a cobertura dos serviços oferecidos, como, por exemplo, a oferta de itens adicionais para o lar, com encanador, eletricista, dentre outras utilidades.

Essa nova oferta de serviços é uma tendência, refletida pela concorrência entre as empresas, para ampliar as demandas. Atualmente, mais de 15% dos clientes de seguro auto de todo o mercado brasileiro já utilizam serviços adicionais residenciais, o que comprova a eficiência da inclusão dos serviços.

 


 

Fabiano Branco

Fabiano Branco é Graduado e Pós Graduado pela Universidade Mackenzie com Gestão em Seguros e Previdência Privada, iniciou sua carreira no Mercado segurador em 1998 trabalhando na Cia. Real Seguros até 2005 e posteriormente na Marsh Corretora de Seguros, saiu em 2010 como especialista de WorkSite e Personal Lines. Juntou-se a Willis em Agosto de 2010 como Gerente de WorkSite e Personal Lines.

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