Seu chefe está monitorando seus e-mails de trabalho – e pode ser obrigado a agir

Monitoring Employee

Tribunais geralmente têm tratado empresas de computadores e informação, ou as comunicações armazenadas nelas, como propriedade do empregador. Foi, portanto, um pouco desconcertante ver a surpresa e angústia diante da notícia de que, uma grande universidade americana havia acessado e lido os e-mails de alguns de seus professores, como parte de uma investigação interna.

Por que Empregadores Monitoram E-mails?

Os empregadores que fornecem e-mail de trabalho e acesso à Internet para fins comerciais têm interesse em assegurar que estes continuam sendo de uso profissional. As organizações tendem a monitorar os e-mails dos funcionários e uso de computador por uma série de razões:

1 . Para certificarem-se de que os funcionários não estão divulgando informações confidenciais ou segredos comerciais;

2 . Para se protegerem contra eventuais responsabilidades decorrentes do uso indevido do sistema de e-mail da organização, por parte de um funcionário. (introdução de vírus, envio de e-mails ofensivos, ou visitar sites inadequados, por exemplo);

3. Para fomentar a produtividade, limitando os e-mails pessoais enviados durante o horário de trabalho;

4 . Para resguardar a reputação da organização.

Mas seus funcionários foram informados?

Hoje, os tribunais estão analisando, cada vez mais, se os empregadores informaram, explicitamente, aos seus funcionários que seus e-mails são, ou podem ser, monitorados. Foi o que aconteceu em um caso em New Jersey, onde um tribunal de apelações concluiu que um funcionário tinha uma expectativa razoável de que e-mails enviados para uma conta pessoal não seriam lidos, mesmo no computador da empresa. Para esclarecer esta intenção, a maioria das organizações criam Políticas de Corporativas para o uso e Internet e E-mails Corporativos.

Com o Monitoramento Vem a Obrigação de Agir

A própria capacidade de uma organização em monitorar os e-mails e acesso à internet, adquirida através de seus sistemas para filtrar essas informações, pode -se, em determinadas circunstâncias, resultar em responsabilidade potencial para os empregadores, que não tomaram as medidas necessárias adequadamente. A decisão Tribunal Superior de New Jersey decidiu que, uma empresa que sabe que o seu funcionário está acessando pornografia no trabalho, tem o dever de investigar a atividade e impedir qualquer potencial prejuízo a terceiros.

Afirma-se que um empregador que tem conhecimento um de seus funcionários está usando um computador no local de trabalho para acessar pornografia, possivelmente, pornografia infantil, tem o dever de investigar as atividades do funcionário e tomar medidas imediatas e eficazes para parar a atividade não autorizada, sob pena de resultar em danos a inocentes terceiros. Falta de interesse da privacidade do empregado está no caminho do dever, por parte do empregador.

Quanto à Restrição do Uso de E-mail Pessoal…

O uso de e-mail pessoal por funcionários, durante o horário comercial, é comum nos locais de trabalho do século 21. Com smartphones no bolso de cada funcionário, o gênio pode estar fora da garrafa.

A menos que seja uma empresa onde você trabalha com equipamentos de uso pessoal, mas isso é um assunto para outro post.

About Ann Longmore

Ann is Executive Vice President of Willis' Executive Risks practice. Based in New York, she has been with the compa…
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