Agitação ucraniana

Protester wearing Ukraine state flag colors facing the massive fire set by protesters to prevent internal forces from crossing the barricade line. Kyiv, Ukraine. Source: Mstyslav Chernov

Depois de uma breve pausa na violência, pelo menos 77 pessoas, incluindo um número de policiais e jornalistas foram relatados como mortos nos últimos dias, numa nova onda de violência na capital da Ucrânia, Kiev. Este período de hostilidade foi encorajado quando policiais, supostamente, invadiram acampamentos de protesto anti-governo na Praça da Independência, no dia 18 de fevereiro.

A situação atual não garante uma evacuação geral, no entanto, isso pode mudar e as empresas devem estar prontas e preparadas para se moverem. Apesar de não ser um alvo específico, os estrangeiros podem não estar completamente imunes a esta onda de violência.

Segundo notícias publicadas e anúncios de segurança, em diversas ocasiões, a polícia de choque ucraniana emprega o uso de bombas de gás lacrimogêneo, granadas de efeito moral e canhões de água em uma série de confrontos violentos. Os manifestantes responderam com coquetéis molotov, mísseis improvisados ​​e fogos de artifício, o que obrigou os serviços de segurança na Praça da Independência.

Em resposta, as autoridades ucranianas têm bloqueado o acesso ao centro de Kiev, com infraestrutura estratégica, incluindo as principais vias e sistema de metro, que permanece fechado. A situação continua tensa na Praça da Independência, onde as forças de segurança continuam a cercar as principais barreiras onde manifestantes permanecem firmemente acampados.

Depois de uma noite de negociações complicadas entre o presidente Yanukovych, os ministros europeus e membros do movimento de oposição, foi anunciaram que um acordo seria assinado ao meio-dia, hora local. Os parâmetros do acordo não foram claros e suas implicações e efeitos sobre a persistente violência ainda devem ser avaliados. Elementos do movimento de oposição alegaram que não foram consultados antes da trégua, sugerindo que isto possa não funcionar.

Imprevisível

Principais áreas críticas permanecem como: Praça da Independência, a Câmara Municipal, alguns edifícios governamentais de alto perfil e as ruas vizinhas. Os conflitos continuarão nos arredores da Praça da Independência, com novas escalações e possíveis mortes nos próximos dias.

A situação é imprevisível e nova onda de violência poderia ser encorajada por novas tentativas de despejo, provocações do governo ou ações de partes mais fundamentalistas do movimento de protesto.

Além da Capital

Enquanto a violência é inédita e marca uma escalada significativa dos recentes níveis de hostilidade vistos em Kiev, os protestos e as suas localizações são compatíveis com as atuais manifestações do movimento de oposição nos últimos três meses.

Neste momento, é improvável que a violência se espalhe para além de Kiev e dos seus pontos de acessos existentes no centro da cidade. Os serviços de segurança estabeleceram uma série de postos de controle em uma tentativa de limitar o número de militantes que entram na cidade e em outros centros regionais.

No entanto, edifícios administrativos regionais podem tornar-se alvos de protestos localizados, mas limitados, se o ambiente de segurança se deteriorar ainda mais.

Provocada pela renovada associação econômica da Ucrânia com a Rússia, os manifestantes continuam a exigir a renúncia do presidente Yanukovych, reforma constitucional e a transferência de competências legislativas da presidência para o parlamento.

Apesar de algumas concessões suaves do governo, manifestações violentas persistirão enquanto o impasse continuar e nenhum acordo político for alcançado.

Considerações

As empresas devem assegurar que existem vários meios de comunicação viáveis com os trabalhadores que vivem e viajam na Ucrânia. Além de tudo isso, eles devem ensaiar seu plano de evacuação e garantir claramente as áreas de encontro e pontos de embarque.

Fonte da foto: Mstyslav Chernov

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