Willis Resilience Expedition termina com recorde e obstáculos superados na Antártida

resiliense

Após 18 dias, 4 horas e 43 minutos, o jovem norte-americano ativista de 19 anos, Parker Liautaud, tornou-se a pessoa mais jovem e rápida a percorrer em esquis um total de 506,12 km, em trecho que vai da Costa da Antártida ao Polo Sul. Isso ocorreu durante a jornada Willis Resilience Expedition – que foi patrocinada pela Willis Group – iniciada em 6 de dezembro e completada no último dia 24 de dezembro de 2013, quando o adolescente coletou amostras de gelo e outros materiais para auxiliar pesquisas sobre as mudanças climáticas.

Inicialmente previsto para acabar em 22 dias, Parker alcançou o recorde em tempo menor que o esperado graças a descoberta de uma rota mais curta e direta do que a prevista inicialmente. No dia 25 de dezembro, o jovem e seus dois companheiros de equipe Doug Stoup, preparador físico, e Nathan Hambrook-Skinner, diretor de comunicação da travessia, partiram para a volta a Punta Arenas (Chile), e antes finalizaram a fase de pesquisa climática da expedição. A equipe chegou ao destino final em 30 de dezembro, data oficial do término da Willis Resilience.

SUPERAÇÃO

Parker percorreu, exatos 506,12 km, sendo cerca de 30 km por dia em temperaturas que chegaram a -50°C e com uma bagagem de cerca de 82 Kg (o equivalente ao seu próprio peso). O explorador manteve uma média de 12 horas de caminhada por dia e concluiu o trajeto três dias antes do esperado inicialmente.

Um caminhão chamado de “Ice Broker”, Hilux 6×6 customizada, acompanhou Parker durante toda a expedição sem oferecer qualquer suporte aos exploradores durante a corrida, mas serviu como centro de comunicação de onde eram fornecidas todas as informações, fotos e filmagens para o canal da expedição no Youtube e no site oficial da Willis Resilience, além das redes sociais.

PRINCIPAIS OBSTÁCULOS

  • Atravessar as montanhas Trans-Antártica, que atingiem até 4,528 metros.
  • Temperaturas a -50°C
  • Condições climáticas adversas – Névoa e ventos de aproximadamente 75km/h
  • Dieta de 6mil kcal para suportar as baixas temperaturas
  • Adaptar-se a luz solar 24h por dia – monitorar o tempo de todas as suas atividades. Cerca de 4 horas por dia para fazer e desfazer acampamento e cozinhar

SUSTENTABILIDADE

Antes de sair em busca do novo recorde, Parker e a sua equipe, viajaram de caminhão 1.790 km pela Antártida para chegar ao ponto de partida do desafio. Durante esse trajeto, ele coletou amostras de neve para programas de investigação científica que irão contribuir com os atuais estudos climáticos.

Uma das primeiras tarefas da equipe sobre o gelo era implantar uma estação meteorológica leve, nunca antes usada na Antártida. O dispositivo retransmite dados metereológicos do local cada 30 minutos.

“Ao longo das últimas semanas eu tenho aprendi muito e sou muito grato pelo apoio da equipe que tornou esse recorde possível. Espero agora contribuir na próxima fase da pesquisa científica, auxiliando e atualizando os estudos sobre a mudança climática no planeta” afirma Parker Liautaud, líder da Willis Resilience Expedition.

Enquanto um dos ambientes mais inóspitos do planeta, Antártida tem valor extraordinário para os cientistas como um barômetro da mudança ambiental. Sua camada de gelo contém registros de climas passados, narrando mudanças nas temperaturas e concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera, que remota milhares de anos. Isso o torna um dos melhores lugares do planeta para estudar a história das mudanças climáticas e para compreender as implicações que isso tem para o futuro do nosso planeta.

PESQUISAS SOBRE O CLIMA

Uma recente pesquisa divulgada pela Agência Espacial Europeia (ESA) mostra a importância da região para estudos sobre as alterações no clima. O estudo revela que a camada de gelo da Antártida Ocidental perde 150 quilômetros cúbicos por ano, 15% a mais do que as estimativas anteriores. “As amostras coletadas por Parker são novas ferramentas de estudo sobre o clima para a ciência atual. Esses estudos serão futuramente usados como modelos que poderão gerenciar o capital de seguradoras e resseguradoras no mundo todo”, afirma Rowan Douglas, Diretor da Willis Research Network, empresa do Willis Group.

Com o intuito de testar os limites da resistência humana em ambientes extremos, a Willis quer agora ampliar as informações existentes sobre as mudanças climáticas e os riscos associados a ela. Os estudos feitos a partir dos materiais coletados por Parker poderão auxiliar a humanidade a se preparar para viver em ambientes de temperaturas extremas daqui a alguns anos. Esses materiais são novas ferramentas de estudo sobre o clima para a ciência atual e serão futuramente usados como modelos que poderão gerenciar o capital de seguradoras e resseguradoras no mundo todo.

Este programa de pesquisa da Willis está sendo realizado em parceria com a GNS Science (instituto de pesquisa Crown da New Zealand), que abriga a plataforma de análise de trítio mais preciso do mundo. todas as amostras da Wilis Resilience já foram enviadas para serem analisadas neste instituto.

About Rachel Soares

Rachel is Marketing & Communications Coordinator for Willis Brazil. Based in São Paulo, graduated in Advertisi…
Categories: Outros, Português, Responsabilidade Ambiental | Tags: , , , , ,

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *