Quais são os riscos emergentes de 2016?

O mundo está avançando em um ritmo acelerado e a inovação é convidada a estar na mesma velocidade, incentivando as empresas a saltar em águas não navegadas. As novas tecnologias, sejam destrutivas ou apenas uma nova forma de fazer negócios, como os drones, são exemplos de que os riscos não são totalmente conhecidos. Elas, junto aos regulamentos de controle de perda podem ajudar as empresas a mitigarem os seus riscos. Atualmente, as empresas devem ter um nível muito mais elevado de compreensão de suas exposições, com o intuito de serem capazes de superar seus concorrentes e sobreviver a esses riscos do novo mundo.

Nossos blogueiros indicaram uma série de riscos emergentes em âmbito global para 2016. Qual destes você acha que afetará o seu negócio?

A Economia movendo-se para o espaço B2B

Por Eric Silverstein

Os riscos associados com a evolução da chamada “economia compartilhada” levantam a grande questão da responsabilidade (liability). Complexidades adicionais, tais como questões de regulamentação, criarão novos desafios legais. Este setor e os seus riscos estão certamente no radar da indústria de seguros, mas até agora a resposta não tem sido uniforme. Agora, novas exposições estão em vista, novas ofertas são suscetíveis com as relações mais formais entre as organizações e serviço, aumentando assim a ameaça. Por exemplo, funcionários podem estar interessados em usar um serviço de compartilhamento de casa em viagens de negócios, em vez de um hotel aprovado pela empresa. Enquanto o recurso parece óbvio, estes cenários podem elevar o nível de ameaça para as organizações de hoje. Independentemente de conveniência ou demanda, a principal preocupação das organizações deve ser a segurança de seus empregados.

Trabalhadores – tecnologia disruptiva

Por Sam Dutcher

A questão da compensação dos trabalhadores está caminhando para mudanças revolucionárias no controle de perdas. Esta tecnologia – algo eficiente e com intuito de liderar o mercado – pode permitir que sensores determinem se um empregado tem a probabilidade de desenvolver lesões por esforço ou traumas no futuro. Isso permite que os empregadores possam modificar funções de trabalho para evitar reclamações, ou até mesmo prescrever um tratamento antes que a lesão ocorra. Os próximos anos serão de revolução na aplicação destes recursos de controle de perdas. Seguradoras que se dedicam de forma proativa na adoção destas capacidades de controle de perdas antecipadas irão gerar benefícios.

D & O – responsabilidade para Cyber ​​exposições

Por Francis Kean

Todos sabem que diretores de empresas não podem delegar as suas funções de supervisão. Mas e se o cenário da empresa estiver mudando tão radicalmente e rapidamente que a supervisão torna-se uma tarefa quase impossível? A exposição cibernética será um desafio para todas as empresas em 2016 e, portanto, para todos os diretores. É algo que só vai piorar e vai além da solução garantida pelo chefe de TI ou a proteção adequada de cyber-ataque. O desafio é realmente entender as vulnerabilidades cibernéticas específicas enfrentadas em cada empresa.

Instituições Financeiras – Uso antiético de Dados

Por Mary O’Connor

Existe um risco real de que o aumento da disponibilidade e uso sofisticado de dados pessoais pode resultar em desvantagens. Embora o uso de dados pessoais não seja totalmente negativo, tendo sido utilizado com sucesso por alguns credores peer-to-peer para fornecer crédito aos anteriormente rejeitados pelas financeiras tradicionais, muitos clientes não estão cientes de que suas informações pessoais podem ser usadas para determinar seu nível de risco. Segundo notícias recentes divulgadas na imprensa, dados pessoais foram recolhidos e utilizados por bancos, credores hipotecários e alguns departamentos do governo. É tempo para um debate aberto sobre o uso ético de dados personalizados e garantir que a sua utilização não tenha um impacto negativo sobre os clientes.

Instituições Financeiras – surpreendidos por FinTech

Por Richard Magrann-Wells

Se preparar para competição somente quando você a vê chegando é difícil. O risco que instituições financeiras tradicionais estão enfrentando está relacionado às tecnologias financeiras (FINTECH), que estão mudando a própria natureza da competição. Muitas destas novas empresas FinTech são especializadas e oferecem um serviço único. Bons exemplos são as transferências bancárias ou processamento de cartão de crédito – estes serviços tinham taxas consistentes para instituições maiores e uma grande estratégia da empresa de “cross-selling”, em um esforço para consolidar uma relação de negócios com o cliente. Com start-ups oferecendo uma tecnologia mais nova e, muitas vezes oferecendo taxas mais baixas, as instituições financeiras tradicionais estão sendo forçados a decidir se aceitam uma menor receita com esses segmentos, abandonam o produto, ou compram start-ups para continuarem competitiva. As grandes empresas que não estiverem preparadas estarão vulneráveis.

Os Drones em sua estratégia de Capital Humano

Por Brian Donnelly e Sara Ritter

Previsões sombrias de que os seres humanos serão substituídos por máquinas no local de trabalho continuam a render notícias. Os drones já estão entregando pacotes em alguns países. As indústrias de fabricação automotiva e de saúde já são altamente automatizadas em muitos lugares, e as empresas de tecnologia estão correndo para criar a próxima versão “nova e melhorada” da inteligência artificial (AI). De fato, um estudo de Oxford que analisou 702 ocupações nos EUA concluiu que 47% dos empregos nos EUA estão correndo risco com a informatização.

O que a sua empresa tem feito depois de tal notícia? A maioria de nós vai responder que está sempre à procura de maneiras de ganhar eficiência. Mas com o ritmo frenético da mudança na tecnologia, as empresas ágeis devem avaliar sistematicamente os benefícios e os riscos de ajustamento ocupacional em grande escala.

Casualty – atiradores ativos

Por Wendy Kalman

De acordo com o Departamento de Segurança Interna dos EUA, “um atirador ativo é um indivíduo ativamente empenhado em matar ou tentar matar pessoas em uma área restrita e povoada [e] … não há um padrão ou método para a sua seleção de vítimas.” Embora a violência não possa ser inteiramente previsível, pode ser planejada, assim como qualquer outro risco. O FBI acredita que a prevenção bem sucedida exige que as entidades públicas e privadas trabalhem juntas. Com a presença do risco é necessário que instituições, organizações e municípios comecem a oferecer treinamento ou criem listas e planos para os seus stakeholders. Isso impactará o seguro e o resseguro? Nós vamos ver.

Segurança – risco viagem

Por Kevin Wilkes

Com o aumento das viagens de negócios em todo o mercado global, nós também observamos um avanço dos riscos de viagem que podem impactar a saúde e a segurança de nossa força de trabalho. Nos últimos meses assistimos a ataques terroristas em Paris, Jacarta e Istambul, em áreas de muita circulação como restaurantes, teatros, hotéis e cafés. A violência certamente oferece motivos para temer por funcionários no caminho do perigo, assim como riscos de viagem associados a perturbações violentas civis, condições meteorológicas extremas, ou doenças – como o Ebola, no ano passado, e o Zika vírus na América Latina e Caribe. É importante que as empresas compreendam e acompanhem planos para a série de riscos relacionados a viagens que podem comprometer a segurança de sua força de trabalho em viagens. A ausência dele pode colocar o empregador e empregado em risco. Especialmente no mundo de hoje.

Instituições Financeiras – crescimento x compliance

Por Michael O’Connell

O risco para muitos líderes neste ano é de como se manter a frente da concorrência e manter os reguladores felizes. Muitas empresas estão realinhando as suas estratégias, usando a tecnologia para interagir com os clientes e aumentar os lucros, e contando com a terceirização para continuarem competitivas. Bancos nos EUA são tidos como a indústria mais regulamentada do mundo. Nos últimos 20 anos o número de bancos norte-americanos caiu pela metade, como resultado da consolidação e fracassos. Não é apenas o grande volume de regulamentos, é o número de reguladores. Para os bancos menores o peso é quase esmagador, mas para todas as instituições, foi criado um dilema: eles podem atender a demanda por conformidade e continuar a competir com concorrentes menos regulados?

Skate Hoverboard

Por Wendy Kalman

Seguradoras, pais e médicos devem ficar atentos: um dos presentes mais populares do Natal nos Estados Unidos também está provando ser um dos mais perigosos. Os riscos do Skate Hoverboard incluem incêndio durante o carregamento ou durante o uso, explodindo e, é claro, causando lesões e quedas. Uma comissão dos EUA (Consumer Product Safety Commission) está investigando o caso afundo, mas isso não tem abrandado atendimentos de emergência ou o número de advogados acionados. Nova York e a Grã-Bretanha proibiu o aparelho em ruas e calçadas, e a Escócia exige seguro de terceiros.

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