A Economia Compartilhada no espaço B2B

A chamada “economia compartilhada” continua a expandir com novas tecnologias e consumidores dispostos, assim como também aumentam os riscos associados a este novo modelo. Estas empresas estão alavancando aplicações online para unir serviços e consumidores em muitos setores, desde aluguel de casa, até entrega de alimentos e cuidados infantis.

Os riscos em evolução associados a este modelo levantam questões de responsabilidade e complexidades adicionais, tais como assuntos regulatórios e novos desafios legais. Este setor e os seus riscos estão certamente no radar da indústria de seguros, mas até agora a resposta não tem sido uniforme.

Agora, novas exposições estão a caminho com esses modelos se movendo do espaço do consumidor para o espaço B2B( business-to-business). Estas novas ofertas estão suscetíveis a estabelecer relações mais formais entre as organizações e prestadores de serviços, aumentando assim a ameaça.

Por exemplo, uma organização pode considerar uma parceria com um programa rideshare (carona, uso compartilhado de carro) para economizar com custos normalmente associados aos serviços de carro e transporte. Ou funcionários podem estar interessados em usar um serviço de compartilhamento de casa em viagens de negócios, em vez de um hotel aprovado pela empresa.

Estes cenários podem elevar o nível de ameaça para as organizações. Independentemente de conveniência ou demanda, a principal preocupação das organizações deve ser  a segurança de seus funcionários.

Orientações prévias para gerenciamento de risco

Antes de absorver estes serviços, os gerentes de risco deveriam considerar o seguinte:

– A adoção de políticas corporativas e apólices claras é o primeiro passo.  Verificar se a empresa com a qual vocês fecham as viagens, departamento, ou sistemas de software fornecem estes serviços de carro, casa compartilhada.

– Aborde os riscos da utilização destes serviços pensando em cada risco separadamente. Revise contratos com empresas de serviços de viagens para determinar se a responsabilidade pode ser parcialmente transferida.

– Envolva os principais interessados. Comente os resultados das revisões com aconselhamento jurídico e seu corretor de seguros para determinar se é necessário fazer uma declaração no que diz respeito à apólice de viagens.

– Revise a indenização dos trabalhadores, de acidentes de viagem, auto, responsabilidade e cobertura do seguro de responsabilidade civil de gestão para determinar se as apólices devem ser aprovadas para fornecer cobertura contingente.

Os desafios associados à economia compartilhada podem estar ainda no início, mas as tendências ligadas à tecnologia e comportamento do consumidor tendem a se mover rapidamente. A gestão de risco precisa sair à frente deste risco emergente.

 


Eric SilversteinGuest blogger Eric Silverstein is a senior vice president and member of the National Casualty Broking Practice at Willis Towers Watson.

Categories: Controle de Risco, Português, Risco Cibernético, Tecnologia | Tags: , , , , , , , ,

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