Aedes: cada vez mais temido no Brasil e no mundo

Entra ano, sai ano, e o nosso inimigo é o mesmo. O Aedes Aegypti foi considerado o maior desafio da saúde no Brasil em 2017, pelo Ministério da Saúde. A chegada do calor e a época de chuva impulsionam a proliferação do mosquito, que é o transmissor da dengue, zika e chikungunya. 

Números recentes

Desta vez a chikungunya ganha destaque e preocupa: o número de doentes cresceu 10 vezes entre 2015 e 2016, de acordo com a Agência Senado. Em relação a dengue foram registrados cerca de 1 milhão e 500 mil casos em 2016. Já o zika vírus foi responsável por aproximadamente 200 mil pessoas infectadas. As informações são do Ministério da Saúde.

Perfil das doenças:

Chikungunya

O Brasil já concentra 88% dos casos confirmados da febre chikungunya nas Américas, de acordo com a Opas (Organização Pan-americana de Saúde). Não existe medicamento específico para a doença, somente para alívio da febre e dores intensas. A chikungunya também concentra dores nas articulações, enquanto na Dengue as dores são predominantemente musculares. Alguns sintomas da chikungunya duram em torno de duas semanas, no entanto, as dores articulares podem permanecer por vários meses. Devido a persistência da dor, ela afeta a produtividade, os gastos com saúde e a qualidade de vida do paciente.

Dengue

A dengue causa febre, dores no corpo, dores de cabeça e nos olhos, falta de ar, manchas na pele e indisposição. Em casos mais graves, a dengue pode provocar hemorragias, que, por sua vez, podem levar a morte.

Zika

Pacientes com Zika geralmente apresentam febre mais baixa que a da dengue e chikungunya, olhos avermelhados e coceira característica. Os sintomas não duram mais que sete dias. No entanto, a zika pode ser grave se relacionada com uma síndrome neurológica que causa paralisia, a Síndrome de Guillain-Barré, e também com casos de microcefalia. Em grávidas, ela pode gerar uma má-formação no cérebro de bebês, a microcefalia.

O mosquito

O mosquito é proveniente da África e hoje já está distribuído por quase todo o mundo, especialmente em regiões tropicais e subtropicais, sendo dependente da concentração humana no local para se estabelecer.

O Aedes está adaptado a zonas urbanas, mais precisamente ao domicílio humano, onde consegue reproduzir-se e pôr os seus ovos em pequenas quantidades de água limpa e parada. A preocupação com o tema é global, a Organização Mundial da Saúde (OMS) chegou a recomendar distância de áreas atingidas, principalmente por parte das grávidas.

O melhor remédio continua sendo a prevenção. A preocupação dos especialistas é que a situação piore no verão e sobrecarregue os serviços de saúde. Por isso, a informação e prevenção são muito importantes. A Willis Towers Watson reforça o trabalho focado neste tema junto as áreas de Recursos Humanos para a conscientização.

A seguir, dicas de como se prevenir:

– Elimine todos os focos de água parada

– Use repelente

– Use roupas compridas

– Coloque barreiras físicas em casa, como fechar portas e janelas ou colocar telas

– Não acumule lixo doméstico – ele é um terreno fértil para mosquitos

Mais informações em Organização Pan-americana de Saúde e Portal Brasil.

 

Por Walderez Fogarolli, Divisional Director- Health management- Human Capital & Benefits Brazil

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