Transportes: gestão entre seguradoras e clientes é fundamental

O maior desafio que vivemos no momento no mercado de Transportes é conseguir equilibrar os resultados. A pressão dos clientes por redução de despesas e por corte de gastos cresceu vertiginosamente, mas ao mesmo tempo também tivemos um significativo aumento da sinistralidade. E com esse cenário, a conta começa a não fechar e o corretor passou a ter um papel importante na gestão desse conflito entre seguradoras e clientes.

Sabemos hoje que muitas seguradoras estão “perdendo” dinheiro, pois com a pressão que ela recebe do corretor e do cliente ela não consegue cotar como ela gostaria, até porque o mercado está altamente competitivo, e algumas estão abrindo mão um pouco da margem para conseguir na frente reverter um quadro ruim.

O principal desafio que vemos hoje é como manter os negócios saudáveis tanto para a seguradora quanto para os clientes. Está difícil cada vez mais encontrar esse ponto de equilíbrio.

Setores impactados
Em linhas gerais, falando principalmente da parte dos roubos que impactam diretamente nos custos do seguro, os setores que estão sofrendo são os mesmos que antigamente, só que agora com um volume maior de sinistros. Os setores líderes em problemas com relação a roubos são: eletroeletrônicos (com perdas praticamente semanais), farmacêutico, têxtil e alimentos e bebidas. Em termos de volume, todos os setores sofreram, uns mais outros menos.

Agora, se puder apontar um setor que se destacou positivamente, foi o segmento de pneus. Que também é bem crítico em relação a roubos, mas que em termos de volume se destacou.

Inovação no mercado
O que temos de novidade é a parte de inovação em gerenciamento de risco. A gestão do risco que era uma questão opcional, que variava conforme o setor de atuação, e agora se tornou praticamente mandatória. Hoje você tem operações que se você não fizer uma gestão correta, você não vai conseguir fazer seguro e nem entregar a sua carga.

Na área de gerenciamento o que tem de novidade são as iscas móveis que funcionam com diversas tecnologias. Em uma mesma carga, por exemplo, são colocadas iscas com tecnologias hibridas que podem ser localizadas por GPS e outras por rádio frequência. Outra novidade é a customização dessas “iscas” que cada dia mais se parecem com a da embalagem do cliente.

Mitigar perdas e manter os clientes
A Willis Towers Watson busca mostrar ao cliente a sua especialização principalmente no segmento de gerenciamento de riscos. É um dos nossos diferenciais. Temos uma equipe altamente capacitada que oferece uma consultoria mais técnica para manter o cliente e conseguir negociar o risco dele com as seguradoras também.

Estamos otimistas quanto ao próximo ano. Acreditamos que o país terá um pequeno crescimento e se isso ocorrer impactará diretamente o setor.

Eduardo Michelin é Head  de Marine na Willis Towers Watson

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