Sucesso na Europa e EUA, qual o caminho do seguro de crédito no Brasil?

U.S. Financial Policy

Por que o seguro de Crédito é altamente consumido na Europa e nos Estados Unidos, mas no Brasil e na América Latina é considerado incipiente ainda? Será que o produto é considerado apenas um custo adicional?

Essas duas perguntas chamam a nossa atenção neste momento que o país atravessa, de situação financeira e econômica muito frágil e com impactos negativos importantes. Neste contexto as empresas, independente do tamanho, podem a qualquer momento ser atingidas por uma inadimplência e sofrer consequências comprometedoras na gestão e no resultado.

Com base no mercado segurador em geral, estamos em um momento crucial para lutar contra a crise e para enxergar oportunidades de negócios tanto para as Empresas quanto para Seguradoras.
No caso das empresas, mesmo as que não tiveram perdas, há oportunidade em obter uma solução para se proteger e expandir os seus negócios evitando riscos com inadimplência.

Para as seguradoras, mesmo na situação atual de maior risco, surge a oportunidade para o produto ser mais divulgado e oferecido, conquistando assim uma participação de mercado mais significativa.

Muito divulgado na imprensa, o endividamento das empresas continua elevado e os bancos estão diminuindo as linhas de crédito para evitar elevar o risco de inadimplência.

Outro fato importante revelado pela Serasa Experian (2016: Dados até novembro)é o aumento contínuo das recuperações judicias desde 2014 sendo, respectivamente em 2014 – 828, em 2015 – 1.287 e em 2016 – 1.718.

Estes dois pontos mencionados acima nos preocupam bastante em relação ao cenário para 2017, que mesmo com alguns sinais de recuperação da economia ainda será difícil na obtenção de um crescimento sustentável para as empresas no mercado em geral.

O papel da corretora e consultoria é fornecer soluções inovadoras e buscar as melhores taxas e condições do mercado para as empresa. O produto possibilita o avanço do potencial de vendas com o incremento do relacionamento comercial. Há também oportunidade de melhorias fiscais no balanço do segurado em razão da possibilidade de redução do PDD (Provisão para Devedores Duvidosos).

Por Sylvain Taulère: Trade Credit Manager de Financial Lines na Willis Towers Watson Brasil

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