Em tempo de Olimpíada, mercado de seguro vislumbra “medalha de ouro” com proteções

Olimpíadas (Site oficial Olympic.com)

Imagem Site oficial Olympic.org

Mais de 10.500 atletas de 205 países reunidos no maior evento esportivo do planeta. As atenções se voltam novamente para o Brasil durante as Olimpíadas, em 2016. Você já imaginou o que está por trás desta competição de peso e os tipos de proteção e seguros envolvidos? O mercado de seguros não só pensou como está sendo movimentado com os jogos olímpicos. A Willis sente o crescimento deste processo mesmo que indiretamente, como por exemplo, na parte de infraestrutura, com os aeroportos e os investimentos de nossas construtoras. A área de Seguros é mais interessante do que parece, confira quais são os riscos desses bastidores!

Um projeto da magnitude das Olimpíadas pode ser dividido em duas partes: investimento e operação. O primeiro envolve o seguro garantia, seguros para obras em geral, propriedade, segurança, vidas e empregados –  neste caso quem paga são os investidores e seus contratados (construtoras, prestadores de serviço, etc.). A segunda etapa – operação – engloba a realização do evento como um todo, como no caso de acidentes como incêndio, acidentes com atletas e espectadores, etc. Nesta situação, a responsabilidade seria dos organizadores, como o Comitê Olímpico que pode, por sua vez, exigir outros seguros do Governo, prestadores de serviços e proprietários das instalações.

Temos seguros diretos que protegem os bens em si como o seguro de property.  Mas ao falarmos de acidentes que possam atingir terceiros existem produtos específicos dento de Responsabilidade Civil para assegurar eventos.  Sem contar a gama de produtos cuja preocupação é proteger quem trabalha nesta estrutura, a questão da alimentação, limpeza, entre outros.

Até os atletas podem ter seguros “peculiares”, como o de suas pernas, por exemplo. Nesses casos, o próprio esportista pode fazer essa proteção, de alguma parte de seu corpo, e, dependendo do seu nível, é realizado pelo time, ou país. A grande maioria faz pelo menos o geral, principalmente em países como o Brasil, que quando enviam atletas, o seguro é semelhante ao seguro viagem, é feito para dar alguma garantia a família do esportista, o básico, e dar um respaldo internacional.

Um fator levantado na Copa do Mundo e observado para as Olimpíadas é a agitação popular. A maioria dos estabelecimentos e estádios já está coberto por seguro. Alguns antes até, já em período de obras, estão protegidos contra quebra-quebra. Esses episódios há algum tempo nunca foram motivo de preocupação, mas agora todos passaram a prestar atenção.

parque olimpico

Parque Olímpico Rio de Janeiro (Renato Sette Camara/divulgação EOM)

Manifestações podem causar cancelamento de evento deste porte. E como fica o torcedor que pagou o ingresso? É respaldado pelo seguro No Show – quando não há evento ou até mesmo quando um time ou atleta não aparece.  Para ilustrar, este tipo de seguro é comum em shows – em apresentações de artistas menos comprometidos, por exemplo – não é difícil acontecer.  Ter um seguro assim é importante, é uma forma da empresa organizadora não acabar com a conta de uma situação que ela não tem controle nenhum e que pode até quebrá-la.

Prejuízo Olímpico

Em 1984, durante as Olimpíadas de Los Angeles (EUA), em meio à guerra fria, o McDonald’s não imaginava o boicote socialista aos Jogos quando lançou a promoção “Quando os EUA vencem, você vence” em âmbito nacional. Cada ouro conquistado por um atleta do país valia um hambúrguer, prata dava direito a uma batata frita e um bronze rendia um refrigerante de graça aos clientes. Pois é, a forte União Soviética não apareceu e deixou os americanos faturarem muitas medalhas…lá se foram milhões de dólares de prejuízo.

Seguros para esse tipo de campanha também são cotados. Na Copa de 2010 uma loja de departamento de eletrodoméstico fez uma promoção: ao comprar qualquer televisão o cliente ganhava o direito de se cadastrar e concorrer a 1000 prêmios instantâneos, como celulares, TV´s, DVD´s e a participar do sorteio de R$ 1 milhão. A empresa chegou a cotar seguro, já que o Brasil era favorito, mas não fizeram. O prêmio, na visão da empresa, ficou muito alto.  É preciso entender seu risco para contratar um seguro.

A Willis está aqui para ajudar o cliente a conhecer seu risco. Estamos ajudando a indústria a entender os riscos das Olimpíadas. Por exemplo, em empresas de fornecimento de alimento, explicamos como podem se proteger caso algo esteja estragado e isto afete algum consumidor, temos o seguro de RC Produtos.  O problema em uma época de grande visibilidade como as olimpíadas é a maior exposição da empresa caso ocorra sinistro e, por isto, é importantíssimo que ela esteja protegida e possa tomar as providências necessárias.

Também possuímos o seguro sequestro produto no qual a Willis é padrão de excelência de mercado. Neste contexto, poderia ser feito para atletas, comissões técnicas, etc.. O Terrorismo e Comoção Civil, no Brasil, é sim um problema, com a tríplice fronteira, situação política social e parte de nossos movimentos sociais. Precisamos ter um seguro para isso nas Olimpíadas.

O papel do corretor é explicar o risco com experiência mundial mostrando o que temos disponível no mercado brasileiro e mundial.


James Hodge

James Hodge

James Hodge, Diretor da área de Construction na Willis, possui nove anos de experiência no mercado segurador. Em sua trajetória, foi responsável pela área de resseguros facultativos de todas as linhas de negócios (Property / RC / RE / O&G/ Transportes / Habitacional). Trabalhou também na colocação dos riscos, tanto no mercado brasileiro quanto no mercado internacional. 

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