Seguro patrimonial cobre danos além das chuvas

O Brasil vive um momento em que sofre pelas fortes chuvas e pela falta dela ao mesmo tempo. Na região sudeste, temporais causam alagamentos e enchentes na cidade de São Paulo neste início de ano, como é de costume. De acordo com a prefeitura, entre 250 e 300 imóveis foram prejudicados pelas enchentes neste período.

O Mercado de seguro patrimonial, por sua vez, cresceu 9% nos últimos 12 meses em todo o País. Não foi notado um aumento ou algo muito relevante por conta desses últimos acontecimentos em especial, mas é um momento oportuno para pensar nas vantagens deste tipo de proteção.

Cobertura abrangente

Pela sua complexidade, o seguro patrimonial pode ser considerado um dos mais importantes entre os grandes setores de seguros do Brasil. Por conta disso, as seguradoras cobrem danos patrimoniais em geral. Para garantir a segurança contra os riscos de propriedade e os diversos tipos de danos ao patrimônio, as seguradoras disponibilizam apólices para bens patrimoniais, incluindo seguros para residências, condomínios, hotéis e riscos industriais.

Apesar da tendência de aumento de taxas em algumas atividades específicas como, por exemplo, em armazéns, devido a elevada sinistralidade, o mercado de seguros patrimoniais no Brasil tende a manter as taxas aplicadas atualmente.

As capacidades das seguradoras são ultrapassadas com certa frequência nesses casos. Cabe ao atendente do segurado possuir agilidade e qualidade suficiente para trazer as soluções específicas e adequadas as necessidades de cada cliente. Os contratos de seguros para bens patrimoniais são elaborados de acordo com as necessidades de cada instituição e são compostas de coberturas básicas e adicionais que garantem a preservação do patrimônio pessoal em caso de imprevistos.

Os estragos causados pelas chuvas são exemplos de casos sujeitos a esse tipo de seguro. Em épocas de temperaturas mais quentes, existe a incidência maior de eventos como alagamentos e enchentes, aumentando a probabilidade de ocorrência de sinistros. Problemas causados pela queda de energia elétrica também caracteriza esse tipo de seguro. No caso de uma consequente inoperância da companhia, existe a possibilidade de total ressarcimento dos prejuízos a partir da “Cobertura para Interrupção de Utilidades”.

Com o aumento dos sinistros, a capacidade ofertada pelas seguradoras tende a diminuir, aumentando por outro lado o custo do seguro. Em áreas onde a incidência de chuvas é mais alta, o perfil de cobertura é o mesmo, com alterações nos valores em razão da dificuldade maior para colocação dos riscos.

Esse tipo específico de seguro serve para qualquer tipo de empresa, independentemente do porte e do ramo de ocupação. No entanto, dependendo da localização da planta e de algumas características específicas, a contratação é mais recomendada. No caso de uma empresa com pátio de veículos, por exemplo, o risco de danos causados por alagamentos é maior do que em outras que possuírem estacionamento coberto. Empresas que estiverem localizadas perto ou à margem de rios e córregos também correm mais riscos de danos patrimoniais.


 Eduardo Figueiredo

Eduardo Figueiredo

Eduardo Figueiredo é formado em Engenharia Civil pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e tem MBA em Gerência Avançada de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Especializado em Seguros e Resseguro pela Fundação Nacional de Seguros (FUNENSEG), ele participou do programa de Treinamento de um ano da Munich-Re em Munique/Alemanha. Na Willis Brasil desde 2002, Eduardo é o Diretor de P&C e também responsável por negócios de Oil&Gas.

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