Coberturas e armadilhas: entenda o seguro contra terrorismo

Quando o assunto é risco político e instituições financeiras, um fator importante deve ser levado em conta: o terrorismo e a violência política.

O seguro contra terrorismo e violência política cobre perda física e danos, bem como os custos de interrupção de negócios, como resultado de um ato terrorista ou atos de violência política.

Historicamente, o seguro contra terrorismo sempre existiu, mas foi limitado a empresas que fazem negócios na Colômbia, Sri Lanka, Irlanda do Norte e Reino Unido. Na maioria dos  territórios, o seguro contra terrorismo foi incluído no nicho de Property.

Em 1993, foi criada uma empresa no Reino Unido, logo depois de atentados do IRA que atingiram o Baltic Exchange, justamente para tentar uma abordagem diferente para segurar o terrorismo. Seguradoras de imóveis comerciais suportaram o peso caro desses ataques do IRA, e, posteriormente, começaram a excluir o terrorismo como um perigo segurado.

O ataque terrorista ao World Trade Center em Nova York, em 11 setembro de 2001, mudou o cenário em uma escala mais global. Com uma perda total altíssima de danos de propriedade, as principais seguradoras pararam de fornecer seguro contra terrorismo no âmbito de Property. Alguns sindicatos reagiram, e logo o seguro contra terrorismo começou a ser oferecido como um produto autônomo.

Que riscos são cobertos?

O Terrorismo e apólices mais amplas de Violência Política são projetados para suprir as lacunas deixadas por exclusões nos seguros de Property. As apólices podem abranger perda física, danos à propriedade, e interrupção de negócios.

De forma simples, o terrorismo é definido como:

“Um ato, incluindo o uso de força ou violência, de qualquer pessoa ou grupo (s) de pessoas, quer agindo isoladamente ou em nome ou em conexão com qualquer organização (s), cometida com fins políticos, religiosos ou ideológicos, incluindo a intenção de influenciar, derrubar ou sustentar qualquer governo e / ou de colocar o público amedrontado para esses fins”.

A violência política inclui motim, greve, comoção civil, revolução, guerra, guerra civil, rebelião, sabotagem, golpe de Estado e danos maliciosos, e consequentes saques; este é essencialmente um conjunto de perigos que o segurado pode escolher.

Que riscos não são cobertos?

– Perda ou dano decorrente de ataques nucleares, químicos, biológicos ou radiológicos (NCBR).

– Perda ou dano causado por confisco, nacionalização ou qualquer resultado de qualquer ordem da autoridade pública ou governo que priva o segurado do uso ou valor de sua propriedade.

– Perda ou dano por meios eletrônicos: cyber / hackers de computador, embora, com a cobertura NCBR, os produtos estejam sendo desenvolvidos.

– Interrupção de negócios como resultado de uma ameaça ou fraude. Mais uma vez, as seguradoras Lloyd estão trabalhando para desenvolver produtos para preencher esta lacuna.

Armadilhas

Devemos ficar atentos, no entanto, a algumas armadilhas. Determinar se um evento é causado por uma célula terrorista pode ser um tanto quanto subjetivo, e em casos mais extremos pode ser rejeitado pelos governos locais que se recusam a reconhecer a presença de terroristas em seu país.

Da mesma forma, a fluidez de uma situação pode ser incerta, assim como a Primavera Árabe e revolta contra o presidente Mubarak no Egito, que progrediu rapidamente de protestos pacíficos em pequena escala para uma revolução completa.

Questões Emergentes

De um modo geral, os atos de terrorismo e violência política serão sempre imprevisíveis. A questão mais importante enfrentada com o mercado de violência política e terrorismo é a constante mudança de dinâmicas políticas globais. As empresas precisam se certificar de que esse risco está sendo claramente identificado e avaliado.

O mercado continua evoluindo e as ofertas sob medida podem ser trabalhadas como nunca antes; ciberterrorismo, em particular, está na cabeça de muitas mentes.

O blogueiro convidado, Luke Bennett, entrou para o time da Willis em maio de 2011 na área de mercado de seguros para Terrorismo Global & Riscos de violência Política, em Londres (Re). 

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