Homens x mulheres: transparência e igualdade de gênero

A atriz Jennifer Lawrence reacendeu um debate sobre igualdade de remuneração no fim do ano passado, quando criticou os salários de Hollywood depois de saber que recebeu milhões a menos do que seus colegas de elenco homens no filme American Hustle.

Seu parceiro no filme, Bradley Cooper, apoiou a atriz e disse que era “vergonhoso” ele ter recebido muito mais do que ela e Amy Adams (ambas ganharam o prêmio Globo de Ouro e Cooper não). O astro anunciou que incluiria suas colegas do sexo feminino nas negociações salariais futuras, em um esforço para alcançar a transparência e igualdade salarial entre homens e mulheres.

Embora a diferença de remuneração em geral tenha diminuído desde 1960, quando as mulheres ganhavam cerca de 60 centavos para cada dólar que um homem recebia, o Instituto de Pesquisa de Políticas das Mulheres (IWPR) calcula que se a mudança continuasse no mesmo ritmo, as mulheres não alcançariam a paridade até 2059. Este é um longo caminho, e, embora existam leis federais (Estados Unidos) que regem a diferença salarial com base no sexo, ainda não são suficientes.

Governos de todo o mundo, nos esforços para impulsionar suas economias, começaram recentemente a abraçar uma cultura de divulgar as disparidades salariais entre os sexos. Em julho de 2015, o Reino Unido demonstrou um plano que obriga as empresas com 250 funcionários ou mais a divulgarem publicamente esses dados. Eles seguiram a Áustria, onde os empregadores devem publicar relatórios anuais detalhando o rendimento médio de homens e mulheres em cargos semelhantes, e Bélgica, onde as discrepâncias salariais entre os sexos aparecem na auditoria anual de uma empresa.

Enquanto as nações europeias pressionam por maior transparência, os Estados Unidos têm acionado pelo menos um grupo de empregadores para compartilhar mais informações sobre o assunto salarial. Em 11 de janeiro de 2016, a Ordem Executiva 13665 foi colocada em prática para proteger questionamentos de funcionários, discussões e divulgações de seu próprio salário e benefícios, e os salários e benefícios dos outros para aqueles que trabalham para o governo federal. A regra de transparência aplica-se a contratos firmados ou modificados em/ou após 11 de janeiro de 2016. Para mais informações sobre o cumprimento deste novo mandato, as organizações podem acessar a Pesquisa Willis (BLR).

Transparência está em alta

Um número crescente de empresas está tratando a questão do salário de seus funcionários de forma mais transparente. Este movimento é impulsionado pela explosão de informações de remuneração disponível na Internet, bem como a mudança na força de trabalho: Millennials (Geração Y) estão acostumados a compartilhar informações pessoais, especialmente através de redes sociais.

Empresas como a Buffer, uma startup de mídia social, e SumAll, uma empresa de ‘análise de dados’ baseada em Nova York, têm culturas de comunicações transparentes e abertas principalmente quando o tema é compensação. Ambas as empresas são radicalmente transparentes, postam os salários dos funcionários e fórmulas usadas para determina-los (o que o torna acessível a todos dentro dessas organizações e público em geral).

Sediada em Baltimore, a equipe da startup Figure53 votou no que eles acreditavam ser uma compensação justa. Isto resultou em uma estrutura de remuneração fixa, onde o fundador é pago tanto quanto o resto da equipe e todos sabem disso. Embora o protocolo de transparência no pagamento e filosofia dessas empresas não seja a norma, elas estão escolhendo medidas a favor da igualdade de gênero.

Vantagens

Não seria o momento de mais empresas avaliarem seus esforços para melhor atingir um equilíbrio entre a confidencialidade e a transparência salarial?

Isso não traria não apenas mais igualdade de remuneração entre homens e mulheres, mas criaria uma cultura empresarial saudável, um compromisso mais sólido para a organização, confiança reforçada na gestão e, finalmente, melhores resultados de negócios.

About Pamela Murray

Guest blogger Pamela Murray is a Senior Human Resources Consultant with the Willis Towers Watson Human Capital Pra…
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