Seis pontos práticos para lembrar em processos de Fusões & Aquisições

O ano passado foi um ano de destaque para Fusões e Aquisições (F&A). Não só assistimos alguns dos maiores acordos da história, mas o mercado F&A mostrou força e profundidade com recordes quebrados tanto para o número de negócios fechados e volume total da atividade por muitas medidas – como uma grande marca para o número de mega acordos (aqueles acima de US$ 10 bilhões em valor do negócio).

Conforme as empresas se envolvem em mais e maiores oportunidades, elas se beneficiam da construção de um modelo repetido de F&A. Aprender com as experiências dos adquirentes, os compradores em série, pode ajudar as empresas a construir tais modelos e alcançar seus objetivos de F&A.

A Willis Towers Watson apoiou recentemente a pesquisa no Centro de Pesquisa de F&A (MARC) na Cass Business School, analisando a atividade dos adquirentes em série. O material, ‘Serial Acquirers in Modern Times: How to Handle the Assembly Line?’ de Mats Stenerson Kallum, é baseado em pesquisa com profissionais corporativos de F&A e compradores em série. Ele faz  observações sobre o que os compradores em série fazem bem e as lições que eles passam para outras empresas.

Com base em nossa própria perspectiva, apoiando de 800-1.000 acordos por ano, trabalhando com compradores em série e ocasionais, observamos 6 pontos da pesquisa Cass, como verdadeiras aulas práticas para compradores ocasionais ou de primeira viagem.

 

1 – Identificação alvo: olhe para o que você está fazendo e por quê

A pesquisa destaca a importância de uma forte tese de investimento com critérios específicos de investimento para assegurar o ajuste estratégico e facilitar o rastreio do negócio.

Compradores em série de sucesso levam isso a um estágio adiante através do desenvolvimento de um processo e a repetição de uma experiência construída. O uso dessas “receitas” evita um trabalho extra, ter que inventar a roda a cada aquisição.

2 – Due diligence: comunique o que você está fazendo e por quê

Este processo de identificação de alvos e de fazer a devida diligência pode ser demorado. A nossa experiência, confirmada pelos compradores em série, aponta que, mesmo quando o objetivo da aquisição é bem compreendido na fase de identificação do alvo, pode não ser comunicado plenamente para aqueles que se juntam ao processo mais tarde. O objetivo deve ser entendido por todos os envolvidos em todas as fases de due diligence.

3 – Due diligence II: não negligencie a questão “pessoas”

Uma das principais recomendações do material é o envolvimento precoce de seu departamento de recursos humanos (RH). Uma bem sucedida F&A pode estar muito relacionada à integração de pessoas, como a engenharia financeira e as questões relacionadas ao RH (financeiros e não-financeiros).

4 – Pós-fusão I: minimize a perda de informações

Um problema comum em aquisições, novamente com destaque para a experiência de compradores em série, é ter uma equipe que lidere aspectos pré-encerramento, enquanto outra trabalho com o pós-integração.

Para evitar a perda de informação, deve haver pontos de contato entre as duas equipes, com as diferentes fases do negócio sendo gerenciada em um único processo contínuo.

5 – Fusão II: a perda de informações

A pesquisa Cass reforça a importância da construção de métricas de sucesso no plano de integração. A este respeito, duas práticas de compradores em série de sucesso são dignas de empréstimos:

Certifique-se que os indicadores-chave de desempenho (KPIs) conectam-se ao acordo original proposto (ver ponto 2), e que todos os envolvidos no pós-negócio saibam desta finalidade.

Incentive as pessoas na realização dos KPIs.

6 – Pós-integração: quando a poeira baixar

Um problema comum que observamos – que também é destacado pela pesquisa Cass – é que a maioria dos compradores poderia melhorar a sua gestão do conhecimento.

Recomendamos que, após qualquer aquisição de qualquer tamanho, as empresas façam uma minuciosa revisão pós-acordo, com participantes encorajados a estarem abertos em relação ao que poderia ser feito melhor da próxima vez. As lições devem ser codificadas em F&A playbooks e em relatórios/ ferramentas para garantir a aprendizagem organizacional.

Todas estas observações devem melhorar a performance de F&A, mas se há um ponto a ser destacado mais uma vez, é a importância de envolver bem o RH antes que o negócio seja feito. Bem-sucedidas equipes de F&A contam com a participação de especialistas de RH nos estágios iniciais de due diligence, e eles constroem riscos de RH (de ambas as perspectivas financeiras e integração em execução) no processo de negócio. Esta nova pesquisa Cass reforça a própria e vasta experiência da Willis Towers Watson em F&A: de que os negócios são mais bem sucedidos quando as equipes de RH estão envolvidas de forma antecipada.


 

steveallen_151Steve Allan is the Director and Practice Leader for Willis Towers Watson’s M&A practice in Europe.  Steve has over 15 years experience working with multinational companies supporting cross border diligence and transaction implementation projects.

Categories: Mergers & Acquisitions, Português

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