Com a retomada no gatilho!

O mercado de Óleo e Gás quer decolar. Ao longo de 2017, acompanhamos a agenda adotada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e os sentimentos de uma indústria abatida que se traduzem em ansiedade e apreensão. Inquietações geradas pela necessidade de sobrevivência e também impaciência pela expectativa de retomada. Vivemos um momento da virada de página, quando o maior desejo de todos é transformar sentimentos inquietos em otimismo e ousadia.

Exatamente o que o país precisa daqueles que se mantiveram estruturados para enfrentar a tão esperada recuperação. Mesmo estes, precisam ter estômago e preparo físico.

Sangue novo também é bem-vindo. Novos entrantes (investidores no mercado brasileiro) que estudaram os comportamentos exuberantes dos players do passado chegam para os leilões com o pé no chão, mais realistas e dispostos a selecionar com cautela onde operar. Multinacionais capitalizadas com apetite e poder de compra contam com uma maior oferta de ativos no mercado brasileiro. Com perfis distintos, são esses os responsáveis por oxigenar o mercado. De um lado, conhecidas empresas da indústria; do outro, novos players em busca de oportunidades. Eles ditarão o rumo da retomada.

É preciso entender e observar o momento de cada empresa, conhecer seus planos de recuperação ou, em alguns casos, seus projetos de expansão.

Após o resultado do leilão da 14ª rodada da ANP, que ocorrerá neste mês, será possível identificar tendências e objetivos, e até que ponto o otimismo se traduzirá em iniciativas concretas. Parcerias e “casamentos” são permitidos. A união de empresas que vivenciaram nosso cenário político-econômico e enfrentaram a crise do petróleo com novos parceiros estrangeiros – com mais capital, porém com menos conhecimento de campo do Brasil – é uma forma de mitigar riscos.

Anúncio de novos leilões

O mercado brasileiro de aquisição de dados em 2017 começa a respirar após os anúncios dos leilões da ANP. De acordo com a agência, foram aprovados 16 novos pedidos para novas campanhas, ou seja, para o levantamento de áreas futuras. O motivo deste interesse antecipado é agilizar os processos de liberação ambiental junto ao Ibama. Essa etapa, mais concreta e geradora de empregos, está atrelada ao mapeamento do território nacional em termos de Óleo e Gás. O que já envolve a necessidade de soluções preventivas que reduzam os riscos potenciais durante esse levantamento. Neste sentido, a Willis Towers Watson dispõe de soluções como o Seguro-Garantia e Seguro-Garantia Performance, que antecedem operações efetivas tanto dos operadores quando dos prestadores.

O próximo passo é a operação. Mobilizações e desmobilizações, a compra e a venda de equipamentos, construção civil, instalação e montagem nos locais de exploração e produção, contratação de prestadores de serviços das mais diversas atividades diretas e indiretas. Todas exigem uma compreensão de forma estratégica e operacional específica do mercado segurador: sejam as áreas de hotelaria e gastronomia, demanda administrativa, consultoria (financeira, de normatização, contabilidade), educacionais, treinamentos teóricos, simuladores, operacionais simples (comunicação, vigilância e limpeza), manutenção de equipamentos diversos, instalação e montagem, máquinas e instrumentos (geradores, motores, guindastes, etc.), pintura, reforma, construção de escritórios e dormitórios, remediação e reflorestamento e, por fim, os seguros.

É fato que a existência dos mais diversos riscos associados a todas as atividades da operação possuem o poder de inviabilizar um negócio, basta apenas um evento para colocar tudo em risco. O seguro adequado recupera financeiramente, sendo uma importante base de apoio na gestão de crise. É preciso interpretar antecipadamente riscos políticos, ambientais, financeiros e cibernéticos – agora com a quantidade de ataques acontecendo no mundo, também há um crescente interesse do mercado.

Identificar as exposições acima e exercitá-las é estratégico, assim como definir responsabilidades entre as partes. Estabelecer matriz de riscos, exigências contratuais concedidas e assumidas, absorção e transferência de riscos, diversificação de seguradoras e gerenciamento de crises são exemplos de instrumentos que, desde o início, fazem parte do preparo de cada empresa. É a partir dos mecanismos acima que se alimenta a confiança e o otimismo do mercado segurador, que torce junto com toda a cadeia produtiva para o crescimento e sucesso da indústria.

Por Eduardo Marra, Executivo de Novos Negócios na Willis Towers Watson Brasil

 

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