Proteção de pessoas e ativos na indústria de recursos naturais da América Latina: três imperativos

Participação de Fabio Lugo da Tecpetrol em nossa Conferência de Recursos Naturais da América Latina, ocorrida em Buenos Aires, em novembro do ano passado.

Participação de Fabio Lugo da Tecpetrol em nossa Conferência de Recursos Naturais da América Latina, ocorrida em Buenos Aires, em novembro do ano passado.

A geografia da América Latina é rica em recursos naturais, produzindo atualmente 12% do petróleo mundial e 7% do abastecimento global de gás natural. Mas, um jovem morre a cada 15 minutos na América Latina e, a região abriga 44 dos 50 países mais homicidas do mundo. A violência está ligada ao tráfico de drogas, milícias que desafiam a autoridade estatal, terroristas e outros grupos – os quais estão inseridos no complexo meio político da região. Portanto, não é nenhuma surpresa que a produção e a rentabilidade da indústria de recursos naturais continuem ameaçadas pela criminalidade, que atualmente custa à região 3,5% do PIB.

Fabio Lugo, gerente de segurança pessoal e de ativos da Tecpetrol, palestrou em nossa Conferência de Recursos Naturais da América Latina, ocorrida em Buenos Aires no final do ano passado, sobre os complexos riscos da criminalidade na região. Sua mensagem-chave para os participantes foi um grande aviso: As respostas das empresas de recursos naturais às catástrofes são atualmente muito reativas, em vez de preventivas. A indústria, enfatizou, deve ser proativa para antecipar ameaças e planejar estratégias de mitigação para proteger seu pessoal, recursos e integridade das operações.

Embora as estatísticas forneçam uma perspectiva sombria por si só, o crime existe em uma série de formas complexas e deve ser avaliado para garantir que as estratégias de gestão de riscos representem todos os tipos de ameaças, de acordo com Lugo. Os perigos iminentes incluem assalto, roubo, sequestro, extorsão, sabotagem, violência social e fraude. Os infratores variam em seu nível de sofisticação, violência e conexões políticas – de criminosos oportunistas, cartéis de tráfico de drogas a grupos militares e terroristas; no entanto, na visão de Lugo, seu vínculo comum é sua motivação econômica.

Então, quais são os três imperativos essenciais que toda empresa de recursos naturais da América Latina deve incorporar em sua estratégia de gestão de riscos?

1. Conhecer as ameaças

A identificação do risco é o ponto de partida óbvio, embora seja necessário rever a sofisticação dos processos atuais. Como falado, as ameaças criminosas são diversas, variando em sua frequência, gravidade e transparência. Além disso, como os escândalos mostraram anteriormente, o crime em forma de corrupção geralmente está bem camuflado, assim como ataques aleatórios não podem ser antecipados.

A região é vasta e variada, portanto os riscos não devem ser generalizados ou homogeneizados. Os corredores de narcotráfico estarão em maior risco de violência, enquanto certas áreas serão mais suscetíveis à influência militar e à exigibilidade de taxas ilegais. Os gestores de risco devem certificar-se de que conhecem as ameaças específicas na região em que operam para exigir uma estratégia adequada de gestão de risco.

2. Agir agora

Embora a implementação de estratégias de gestão de riscos possa parecer óbvias à primeira vista, Lugo acredita que os gestores de risco na América Latina tendem a ser muito reativos aos incidentes, em vez de preveni-los. As áreas de Recursos Humanos devem promover uma cultura de conscientização sobre:

  • Segurança preventiva
  • Segurança física em escritórios e áreas operacionais
  • Segurança de transferências e viagens
  • Resultados de reuniões com a segurança estatal

Claramente, os riscos estão interligados com tendências políticas e sociais mais amplas que a indústria não pode evitar; no entanto, uma estratégia proativa de mitigação de risco é fundamental para minimizar o impacto prejudicial da criminalidade em operações e segurança. Com a mudança do cenário político e socioeconômico na América Latina, os gestores de risco devem monitorar continuamente a situação para garantir que as medidas de segurança mais adequadas estejam em vigor.

3. Preparar-se para o pior

As crises nem sempre podem ser evitadas, então os planos de contingência são parte essencial de qualquer boa estratégia de gestão de riscos, enfatizou Lugo. A continuidade dos negócios, a gestão de crises e os planos de evacuação são importantes para limitar os danos aos colaboradores, bem como a interrupção do negócio e subsequente perda de receita, propriedade ou danos ambientais.

Sete dicas para a linha de frente

Ao final de sua apresentação, Lugo compartilhou sete boas práticas de segurança corporativa:

1. Implante uma matriz de risco completa e efetiva

2. Previna, não reaja

3. Divulgue: garanta que todos os colaboradores e contratados conheçam os protocolos de segurança

4. Esteja sempre em contato com áreas e forças de segurança relevantes

5. Implemente protocolos práticos de segurança preventiva das operações

6. Colabore com forças militares e policiais nacionais para obter apoio de segurança

7. Garanta o suporte local para uma resposta ativa frente a desastres e períodos de gestão de crises

Os comentários finais de Lugo refletiram a importância de comunicar a estratégia de segurança por toda a organização. Se as empresas de recursos naturais da América Latina desejam minimizar o impacto potencial da criminalidade, o desenvolvimento de um protocolo lógico e completo para toda a organização deve ser uma prioridade. As matrizes de risco devem ser periodicamente revisadas à medida que novos riscos emergem e os existentes desenvolvem-se para ajudar a criar protocolos a fim de maximizar a eficiência operacional e a segurança.

Agradecemos a Ella Passingham, Willis Towers Watson, Londres, por sua ajuda na elaboração deste artigo.

Para mais informações sobre como a Willis Towers Watson pode ajudar sua organização na gestão e mitigação deste e outros riscos na América Latina, entre em contato com um de nossos especialistas da indústria de Recursos Naturais: Manuel Moreno (Oil & Gas); Marc Vermeiren (Power & Utilities); Tom Holliday (Mining).

 

About Robin Somerville

Robin is the Business Development Director for Willis Towers Watson Natural Resources P&C based in London. With…
Categories: América Latina, Claim & Risk Control, Controle de Risco, Energia & Utilidades, Global Risks, International, Latin America, Recursos Naturais | Tags: , , , , , , , ,

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